20 de abril de 2008

A infeliz segunda-feira de Cristina

Cristina acorda, numa segunda-feira, com as pernas dormentes
e pensa:
- Nossa se eu não tivesse pernas, eu não teria que ir hoje dar aulas.
Ela se levanta, se arruma, e vai para a escola.
Chega na sala de aula, o dia está quente,
um de seus alunos pede q ela ligue o ventilador.
A professora atende ao pedido sem exitar, pois o calor também a consumia,
no ato de ligar o ventilado, a professora leva um pequeno choque elétrico.
Vê também que os fios do interruptor estão desencapados
e numa fase precária.
O ventilador foi ligado.
A sala está ventilada.
Os alunos e Cristina, gozam do vento refrescante,
até que de repente ouve-se um som de estouro,
o interruptor está pegando fogo.
A professora vê aquilo desesperada,
e olha para os alunos
em seguida olha pro ventilador que ranje,
e que está em alta velocidade.
O ventilador escapa do teto e percorre toda a sala
até atingir as pernas de Cristina, que estava acoada diante do quadro negro.
O desejo matinal de cristina foi realizado.
Ela agora não tem mais as pernas.
Essas, foram decepadas pelas lâminas do ventilador.
Não deseje o que não quer,
as Palavras têm PODER.

(Felipe Godoy)

Sangue seco

Julieta sempre na hora de acordar
viu um filete de luz entrando em sua janela
ela tinha a pele branca
usava um vestido longo de algodão
costurado a mão por ela mesma
passava seu café em um velho coador de pano
retalhos espalhados no chão e um corte no pulso
acordou numa manhã em um jardim
com folhas secas pela grama
como qualquer jardim de um conto de amor
mais ela estava sozinha sentia-se bem ali
até perceber que tinha um formigueiro
e as formigas subia por todo seu vestido
notava que durmirá por lá, levantou-se e foi caminhar
sentiu gotas pingando vindo de algum lugar
olhou para seu pulso e era seu velho corte
que voltava a sangar
sentiu-se fraca e o verde da grama estava vermelho
desmaiou
quando voltou de seu desmaio estava em seu quarto
não tinha saído de lá
e tudo parecia normal
mas seu pulso ainda estava aberto
com uma casca de sangue seco que cobria o corte
e não deixava o sangue escorrer
achou tudo muito estranho
levantou para passar seu café e nem se lembrava mais
do episódio que acabava acontecer.

(Gabriela Godoy)

3 de abril de 2008

Como um código



Somos únicos
somos diferentes e únicos.
Eu sou o único você é, nós somos,
até quem já morreu,
É como um código de barras
em uma de nossas mãos,
cada um tem o seu!


(texto e foto: Felipe Godoy)

2 de abril de 2008

O quase Assassinato



De longe posso ver um banco,
mas ele não está vazio, há um velho sentado lá.
O velho lê seu jornal semanal, e ao mesmo tempo,
pombos são alimentados com migalhas de pão,por uma menina saltitante,
voltando ao velhote, posso dizer que de onde o vejo ele parece ser um velho rabugento,
não tem um rosto agradável,muito menos simpático.
A menina que falei a pouco,
agora saltita na frente do velho,o deixando cada vez mais impaciente,
ela também começa a cantar, um musiuinha infantil bem chata.
Confesso que se fosse comigo eu já teria mandado ela calar a boca,
mas o velho não fez isso, a mãe da menina está por perto.
O velho vê a menina se aproximar da mãe.
Ele se dá por aliviado, ao ver a menina "infernal" se distanciar.

- Ufa. (Sota o velho)Porém, a menina volta pra perto do banco e dos pombos, e do velho.

- Culpa desses malditos pombos - Pensa com raiva o Velhinho.

A pobre menina começa novamente à cantarolar,dessa vez mais alto,
no meio dos pombos, diante do banco e do velho.
O velhinho, coitado do velhinho, não aguenta mais, isso não pode estar acontecendo.
O velho está tentando arrancar a lixeira que há do lado do banco,
ele usa toda a sua força, e após um tempo, está com a lixeira nas mãos,
a menina nem nota, o velho então mira a lixeira na cabeça da garotinha,
e manda com uma força inesperada.
A menina, claro, cai na hora,
e o velho se alivia, mas o desespero volta quando ele se dá conta de que
a menina sangra no chão.
O velho foge, a mãe da menina começa a chorar vendo a situação,
sacudindo a filha q acorda do desmaio, e diz q está tudo bem,
queixando - se apenas de uma dor de cabeça.
Assim acaba meu dim de tarde,vendo mãe e filha ensanguentada,
indo para casa.


Agora eu pergunto, e se a menina tvesse morrido?
Seria o velhinho, um assassino, e eu uma testemunha!



(Felipe Godoy)

1 de abril de 2008

Telefone Vermelho








A porta ranje,
o barulho mais parece o sofrimento de alguém
mas quem? não sei...
a porta enfim bate,
e a perede até treme com o baque
pela fechadura é possível ver
um telefone vermelho
que toca sem ninguém pra atender!

Há por aí,
gente que já perdeu muitos telefonemas
por medo,
apenas medo
nada além do medo
do que pode ser dito (neste caso) pela máquina vermelha!

(Felipe Godoy)

31 de março de 2008

Vulto no asfalto

Tarde da noite
na hora em que a porta bate
o vulto foge pro asfalto
dançava ao som do silêncio
de um quarteto em cordas mudas
mas na hora de ir embora o vulto não queria
o vulto tinha medo de sua sombra no asfalto
dançava pra se distrair
com seus sapatos novos
sapatiava até cansar
amanheçia e derrepente
um táxi para sobre ele
e ele some cantando pneu
as seis horas da manhã
para completar a sua rotina matinal.

(Gabriela Godoy)

Contando Travessas

Catarina se descobre vunerálvel
entra em um momento rotativo em sua cabeça
menlancólica e não para de pensar nas travessas
que se repete em aparecer
vendo passando em sua direção
catarina se desespera: mal respira e esperava passar
uma, duas, três
e a quarta travessa
se descubre com medo de tentar

acendia as velas pois achava que era o fim
ter medo de tentar? não se pudesse se máscarar

apagará as velas e tantava se concentrar
um suspiro a deixará lúcida.

(Gabriela Godoy)

Medo

Como fungos em uma gaveta
Júlio não sentia nada

ele era jovem
se aproximava
lentamente das pessoa

sempre o medo acompava Júlio
em quase todos os momentos
e o velho medo já era companheiro
medo de que oras?
apenas medo.
medo do que ele é?
medo do que ele seria?

alguém sabe o que julio é?
Júlio se pergunta
incansavélmente
o que ele seria?
pra que ele servia?

mais quem se importa com júlio?
todos!
todos quem?
todos!
mais quem seria todos?
se Júlio não tinha ninguém?

Ahhh Júlio achava
que não tinha ninguém
Júlio na multidão
o medo e crises
o apavorava e Júlio
não notava
que todos o notavam.

(Gabriela Godoy)