
fui na casa de alguém que me ofereceu café
quando eu já me ia embora.
eu esperava um café forte e amargo.
ninguém nunca faz café como eu gosto,
eu aceitei o café. levei o copo à boca.
por surpresa que me surpreendeu.
eu tomei o melhor café que alguém já me ofereceu.
um café doce como eu gosto.
e não tão quente como fogo.
é tão bom ser surpreendido assim,
me senti bem nesse momento. me senti como fermento
que ajuda algo à crescer...
gostei de ter me arriscado pela xícara de café.
eu já ia embora, e nem deu tempo de dizer:
Mais uma xícara de café, eu queria beber!
(Desenho e texto: Felipe Godoy)

