28 de novembro de 2008

Pule do último andar



voar
Sustentar-se ou mover-se no ar
é o que muitos almejam encontrar.
em breve alguém conseguirá.

quem sabe, como nos sonhos seja possível
e consigamos flutuar dando passos no invisível,
embora arriscado e imprevisível.

há quem diga que consegue tal feitio
há quem prefira viver no solo à sonhar que é um avião
enquanto o outros dizem
que é loucura não se ter os pés no chão.

crie asas
e me ensine a voar
assim vou poder ver e acreditar.
crie asas
e pule do último andar
se for capaz de não se espatifar.

(texto e ilustração: Felipe Godoy)

13 de novembro de 2008

Uma canção para Marco



Marco queria apenas cantar.
Queria que alguém o ouvisse e foi procurar.
Saiu de casa, pegando o violão e um chapéu.
Pegou também um cachicou velho de bolinhas brancas.
A rua era fria, e ninguém nesse horário saia.
Apenas durmia.
Marco começou à dedilhar algumas notas soltas que dedicava ao luar.
Marco lembrou da prisão e dos tempos em que morou na rua.
Ele nem percebeu que de um prédio perto de onde tocava, desceu uma moça que poderia ser sua filha ( se ele tivesse filhos e fosse casado). A jovem tinha cabelos curtos e pretos, como se fora cortado com ajuda de uma cuia, vestia uma camisola velha e um casaco vermelho por cima, que destava seu corpo pequeno.
Com o olhar voltado pro violão de Marco, ela pediu:
- Toque uma canção?
E Marco não exitou, e foi tocando, dedilhou uma música que nunca havia antes tocado, e era a música mais bionita que ouvia. Quando pensou em contar pra joven que a canção era muito bela, e não sabia de onde viera, cadê ela? A menina não estava mais alí.
marco então, voltou para casa.
Quando chegou a seu quarto, viu uma certa desorganização em seu guarda roupas
e em cima da cama estava um casaco vermelho.
o mesmo usado pela garota da rua, só que agora com um bilhete escrito:
- Aquela canção que tocaste hoje para mim, é sua!

Felipe Godoy

9 de novembro de 2008

A luz antes do Túnel



Desencontrei do caminho
desencontrei de todos
desencontrei de tolos
desencontrei dos outros

fechei os olhos pra eu mesmo
fechei os olhos pros cômodos
fechei os olhos pra gregos
fechei os olhos pros âmbitos

sozinho não se consegue muito
sozinho não se tem amigos
sozinho não se tem assunto

abri os olhos de um sono
me assustei com a claridade da sala
percebi que a luz antes do túnel
nunca foi um engano


(Felipe Godoy)

30 de outubro de 2008

Pouco Oxigênio


Estava na rua
as estrelas presenciaram
no chão
pensará que fosse inquebrável
viraram estilhaços de coração
achei que nunca fosse quebrar
de uma forma tão indiscreta
queria me apoiar
só encontrava bolsos vazios
o dia estava longe de clarear
inclinei minha cabeça
meu paladar estava insosso
havia um dissabor na minha boca.

(Gabriela Godoy)

21 de outubro de 2008

Dei tchau



ontem dei tchau
dei tchau pro mundo
dei tchau pra tudo

ontem dei tchau
dei tchau pro dia
e fui curtir a noite
amanhã será o ontem de algum hoje(?)

(Felipe Godoy)

14 de outubro de 2008

... Ou não!




Ontem ao criar um novo desenho,
eu pensava no nome das coisas,
mas nem gosto muito de usar a palavra "coisas".
Porque nariz se chama nariz?
e olhos são olhos?
Algumas palavras são bem estranhas.
Porque não boca em vez de orelhas?
A Origem dos nomes,me digo eu mesmo,
acho que todos eles devem ter uma explicação lógica,
ou não.
Como no mundo real,
tudo tem uma explicação lógica, ou não!!!

(Felipe Godoy)

9 de outubro de 2008

Fada dos dentes arrependida




Ser desonesto esse do qual os conto esse conto.
Ele, ou ela, não tem nem sexo definido,
nem amigo do infinito, nem grito.
Gosta de nos infernizar com um zumbido no ouvido.
O nome usado pelas crianças é FADA.
Pra mim, poderia se chamar de mal-amada.
Certa vez, num momento de escassez,
eis ela que arranca o próprio dente de uma vez.
Arrumou uns trocados em troca
do dente que fez falta.
Burrice! Gritou sua consciencia depois do ato insano,
não menos que profano, um engano.
Um consolo.
Pesado como tijolo.
Feliz esteve outrora,
porém a falta de um dente à deixava triste agora.

(texto e desenho: Felipe Godoy)

7 de outubro de 2008

Eu sou um estranho pra mim mesmo





Gosto de ler livros na madrugada.
É bom ler os contos de terror na madrugada.
Moro sozinho, e a casa fica mais cheia quando eu leio,
apesar de não haver sons de Tv nem rádio, muito menos de pessoas conversando, há os sons dos meus pensamentos.
Numa dessas madrugadas enquanto escolhia o próximo livro, ví algo se mover perto da porta da sala, confesso que tive muito medo, adrenalina pura, mas fui verificar, e quando lá cheguei, era uma espécie de ser de outro mundo, e parecia ter saído de um dos meus livros, fui à cozinha, bebi um ou mais copos dágua, ainda com a luz apagada, tentei dormir essa noite sem pregar os olhos, pensando em voltar ou não pra sala.
Voltei à sala, e me deparei com um espelho, que eu não lembrava ter comprado, fiquei assustado ao ver refletido no espelho a imagem da mesma criatura que eu via à poucos minutos antes me rondando. Era eu refletido, Eu era um personagem, eu era um estranho pra mim mesmo!

(Felipe Godoy)

4 de outubro de 2008

Confissão


Apaguei a luz e tentei dormir
mais a obsessão de estar em outro lugar
me dava nos nervos
peguei os restos de comida
da geladeira e sosseguei
confesso por vezes guardei manias
bebidas baratas, livros, revistas
trancar a porta, guardar cacarecos
depois jogar fora
nessas últimas oito semanas.


(Gabriela Godoy)

2 de outubro de 2008

Os óculos sobre a mesa




Tira teus óculos
e me veja com teus olhos nús,

Cubra os olhos
com palpebras escuras
e tente me ver,

Coloque as lentes
e diga-me :
o que sou pra você ?


Felipe Godoy

1 de outubro de 2008

Chuva e Peixes



fiz essa música ontem à noite
e resolvi ilustrá-la,
fiquei pensando naquelas pessoas
que tem medo de mostrar quem realmente são...
por isso um peixe em corpo de gente,
por isso correr na chuva sem ter medo de se molhar...


Felipe Godoy

28 de setembro de 2008

Permita-se


Tenho receio de crescer,
20 anos é pouco
pra quem ainda tem um mundo pra entender.
Quero voltar atrás,
nem que seja um ano à menos
faço idéia que não dá mais,

me perguntaram um dia
em frases escritas em uma carta que veio de longe
qual o melhor ano da tua vida ?
e sem querer respondi que era o qual eu vivia naquele instante.

Quao grande foi minha tristeza
que debrucei-me na mesa
e me permiti refletir:
devemos nós fazer tudo que queremos
sem tentar desistir ?

as horas passam relativamente
e são sempre o contrário pra gente
amanhã tudo pode acabar
sem ter tempo de voltar ou gritar.


(desenho e texto: Felipe Godoy)

23 de setembro de 2008

Fuja, mas não Corra!


Fuja, mas não corra...
uma vez pensei assim,
fiquei com medo de mim
uma vez me peguei em completa concentração
pois eles sempre dizem
que a pressa é inimiga da perfeição!


(texto e desenho: Felipe Godoy)

13 de setembro de 2008

Calçada de Fidélia

Não tinha mais cara de casa
não tinha mais cara de romance
O lixo acumulava na sua calçada
já não tinha mais endereço o lugar aonde habitava

fidélia estanca o sangue
com a presença que já era longa de Abelardo
a olhar o seu desparafusar espontâneo das juntas
começava à atrofiar
fidélia clareava as roupas com as gotas salgadas
que escorria de seus olhos enquanto as lavava

com inúmeras facadas Abelardo à acertou
mas eram facas imaginárias que Fidélia
amargurou

úmido seus olhos sempre estavam
espaço vago, um vácuo tornou o seu vagar
resoluta e ao mesmo tempo sem respostas

com extrair do seu coração com a
ponta da faca Abelardo o arrancou
ninguém habitava mais aquele lugar
mais alguém saqueou um coração
e não se importou com a devolução

com uma grande Emenda
Fidélia quase enferrujou!


Texto e Desenho: Gabriela Godoy

7 de setembro de 2008

O Menino Mórbido


Rosto verde
face irregular
restos
estruturas
dos ossos
desossando
coloração verde
única coloração
verde
ramalhetes
comprados
murchos
enterrados
mais uma
quase uma
fábula
de uma
faceta
sem fim
carne
velha
dura
pele
ranço

montro?
homem.

(Gabriela Godoy)

2 de setembro de 2008

A mágica sem magia !




Uma vez eu encontrei um mágico,
eu particularmente gosto dos mágicos,
eles usam aquelas cartolas, sempre quiz ser um,
mas faltou-me habilidades,

Pois bem,
Eu passava por uma rua cheia e movimentada
e o ví, ele trajava roupas de Mágico,
por isso o reconheci,

logo o pedi pra que ele uma mágica pudesse fazer,
e assim me mostrar todo seu poder,

Ele pediu meu óculos rachado
eu o entreguei desconfiado,

Ele imediatamente o concertou
normalmente, sem usar o poder que contou,

Então me devolveu os óculos enquanto dizia:
- A mágica pode ser feita a qualquer hora,
mesmo sem o uso da magia!


(Felipe Godoy)

30 de agosto de 2008

A vila de clemente

Numa vila de sonhos
eu me contorço, me desperto, me desamarro
das amarraras que insistem em me amarrar
mas só eu sei solta-las
mas só eu sei o truque
dos nós que insistem em me prender

um palitó, bem cortado e bem costurado
eu me visto dentro dele e um chapéu para
acompanhar e fazer um belo par

me sinto verde, me sinto roxo
me sinto sem ar suficiente para poder respirar
meu olho grande se arregala

um sapato apertado me arranca os calos
mais os calos voltam a se ferir
com sorriso meia boca eu Clemente
me contento com este amargo sorrir

Numa vila de sonhos
eu me contorço, me desperto, me desamarro
das amarraras que insistem em me amarrar
mas só eu sei solta-las
mas só eu sei o truque
dos nós que insistem em me prender!

(Gabriela Godoy)

25 de agosto de 2008

O Caçador de Flores



E porque nunca nos contentamos?
Afrânio estava na lista dos descontentados com a vida,
ele Tinha uma coleção de flores,
as mais belas e estranhas flores,
mas queria mais,
e correu atrás.


Nas Suas andanças pelo mundo
muitas flores Afrânio encontrou,
mas apenas uma,
sua atenção chamou;


Ficava dentro de uma cúpula de vidro,
protegida do indevido;
Afrânio aquilo logo avistou,
imediatamente a cúpula
ele quebrou,
e o sereno cheiro que a flor exalou
matou Afrânio, O caçador!


(desenho e texto: Felipe Godoy)

16 de agosto de 2008

Astúcia


Insone titubeava algumas vezes
nas calçadas de suas ruas
não tinha medo do escuro
mesmo nos dias em quais a luz do poste não acendia
Augusto angustiava-se e a expressão do seu rosto
e de sua voz cansada não mentia
mas ele era um moço
com uma aparência desprezível
para uma cuca tão fresca
jovem ninguém à de achar pelo gasto de seu incessante pensar
Augusto um ambulante pensante
arrastava um livro e uma caneca
num pedaço de pano velho que era sua bolsa de viagem
seu pé calejado resistia horas de vontade
de chegar de Augusto em algum lugar
mais só o que encontraram numa das ruas escuras
aonde augusto costumava passar
era essa 3x4 que um antigo vizinho de Augusto conseguiu avistar!

(Gabriela Godoy)

Rebeca

Rebeca parava em instantes
em seu longo pensar
um flutuar de ver e sorrir
minutos Rebeca só tinha
o refletir das águas para se olhar
um mundo colorido
igualzinho seu vestido
porém ela não o via brilhar
ela queria ser ela
mais se não houvesse ela nesse mundo
não seria a mesma Rebeca aqui estar.

(Gabriela Godoy)

9 de agosto de 2008

Medo dos Trouxas



Quem tira as expressões do teu rosto?
O medo?
o medo só me traz novas caras e bocas?
seriamos nós um bando de trouxas?

Mais fácil dizer que fazer,
isso vem do tempo dos avós,
é trouxa quem não vê...

Nada faz sentido
se você não procura o verdadeiro sentido
tudo começa a se formar quando há busca
quando estamos ainda no caminho.

eu não aprendi a arriscar,
preciso de ajuda ...
preciso aprender a cair pra levantar.


(Aquarela e texto: Felipe Godoy)

Manhã



Á manhã acordava
e não via a hora de ascender
ela depois de doze horas
desaparecida para mim
e aquecendo um outro
alguém do lado oposto do meu sentar
do outro lado do globo
eu no topo da montanha esperando
à manhã voltar à ascender
eu sentada aquilo me bastava.

(Gabriela Godoy)

5 de agosto de 2008

ABSinto Muito



Evenenada pelo que parecia ser
ela se encorajou a beber

aquilo que estava à mesa
não era mais que uma incerteza
era um veneno misturado em bebida
que lhe tiraria a vida

aquilo a fez suspirar
e toda sua vida fez passar
no ato de imaginar
que a dor que agora sentia
iria à matar...

morreu
mas morreu tentando
não morrendo apenas falando:
Eu sou capaz!

Ilustração e Texto: Felipe Godoy

18 de junho de 2008

SENDO verdade



com medo ele está?
acoado? assustado? refém ?
talvez pensando em muitas das alegrias e tristezas
que já passou dentro de si por muitas vezes,
mergulhando no interior do teu prório eu,
sendo o calço da mesinha da sala,
sendo o papel rabiscado que foi embolado,
sendo os cacos de vidro do copo que não terá mais serventia,
sendo um felino filhote que cai de um muro e se perde da maternidade.
sendo aquele livro encostado que ninguém nunca leu,
simplesmente tem capa que não agrada,
mas então não é verdade aquela frase que diz:
" não julgue o livro pela capa " (?)
entretanto também é verdade que nem sempre
as verdades são seguidas de verdade.


(desenho e texto : Felipe Nogueira Godoy)

10 de junho de 2008

Dias parecidos

Me chamo Cecilia
ontem eu acordei as 6h da manhã como todos os dias tomei rápido meu café trocando de canal, vesti meu casaco e partir. Era um dia bem frio, daqueles igual os que eu gosto, era junho e já havia começado o inverno, mais como aqui onde eu morro o inverno nunca chega no tempo certo, ninguém se acostuma com essas mudanças doidas de tempo, e isso é uma droga, manhã frias e tardes quentes, a gente acaba saindo com três casacos, final do dia acaba tirando tudo, pendurando na cintura carregando na mão e até pedindo pra colocar na bolsa de algum conhecido que esteje fazendo o mesmo caminho que gente na volta.
Mas hoje resolvi fazer diferente acordei mais cedo e tomei meu café devagar, nem liguei a tv, só para sentir que o dia estava começando diferente, ao invés de pegar o metro eu esperei o ônibus, desci e me dediquei a andar um pouco mais, alongar o trajeto, fiquei na aula entediada, olhando no relógio todo tempo, tinha oras parecia que eu não fazia parte daquele lugar, eu tinha até ânimo para sair de casa e começar o dia, mais as vezes da vontade de gritar, e desistir de tudo, no trajeto do ônibus eu ia contando cada viaduto, cada passarela coisas repetidas e parecia não terminar,
no centro da cidade entei em uma loja que vendem livros, discos antigos e trouxe um livro pra mim, com as folhas amareladas, não conhecia o autor, mais o peguei pra tentar lê-lo, mais a droga da televisão ainda acaba comigo, mais prometo termina-lo aintes do inverno acabar.

(Gabriela Godoy)

30 de maio de 2008

Perdido por um Tempo.



Sabe quando você acha algo que perdeu à muito tempo?
Você olha pro que perdeu e pensa em todos aqueles
momentos que a tal coisa te faz lembrar.
Aquele um real perdido no bolso da calça.
Aquele papel com um telefone que você nem sabe de quem é,
porque não anotou nomes, só números.
Às vezes, é bom reencontrar o perdido.
Às vezes, é bom sentir de novo o que já passou.
Às vezes, é bom perder, pra depois achar,
às vezes, sempre é bom.

(Felipe Godoy)

23 de maio de 2008

O tombo de Alícia ( vergonha)



Ao tropeçar Alícia caiu
... teve sorte que ninguém viu
mas em meio ao tombo
teu cabelo à amorteceu
foi num instante que tudo isso sucedeu

Imaginem só se alguém a visse cair
ninguém ia segurar
e iriam todos começar a rir
ela então não teria onde se esconder
preferiria até morrer
só pra niguém a ver.

(Felipe Godoy)

14 de maio de 2008

A pré-ação de Bartô.



Bartolomeu,
conhecido como Batô,
é um monstro que não assusta muito.
Em um dia angustiante,
ele queria comer uma torta,
até comoeçou a sentir o cheiro da torta.
Ele percebeu que sentia o cheiro da torta porque
Ana tinha acabado de preparar uma torta,
e havia colocado-a na janela para que esfriasse.
A típica cena que faz uma pessoa simples virar ladra.
Foi o caso de Bartô, que comeu a torta sem pestanejar.
Quando Ana volou ficou desesperada
porque a torta que tinha feito com todo carinho para dar
de presente à Bartô, havia sumido.
Moral da Hisória,
não se precipite, tudo tem seu tempo.
Deixe a vida seguir teu curso, mas isso não quer dizer que deva
sempre fivar de braços cruzados.

(Felipe Godoy)

6 de maio de 2008

Pense 2 vezes!

Uma empresa joga produtos quimicos num rio
uma vaca com sede bebe dessa água
a vaca urina numa flor
e uma abelha tira polem dessa flor
a abelha produz o mel
e se transforma numa espécie a mais na terra.
Você quer que isso aconteça?
Eu não.
atos impensados,
se trnasformam em erros irreparáveis.
Tome cuidado com o que faz !

(texto e desenho: Felipe Godoy)

20 de abril de 2008

A infeliz segunda-feira de Cristina

Cristina acorda, numa segunda-feira, com as pernas dormentes
e pensa:
- Nossa se eu não tivesse pernas, eu não teria que ir hoje dar aulas.
Ela se levanta, se arruma, e vai para a escola.
Chega na sala de aula, o dia está quente,
um de seus alunos pede q ela ligue o ventilador.
A professora atende ao pedido sem exitar, pois o calor também a consumia,
no ato de ligar o ventilado, a professora leva um pequeno choque elétrico.
Vê também que os fios do interruptor estão desencapados
e numa fase precária.
O ventilador foi ligado.
A sala está ventilada.
Os alunos e Cristina, gozam do vento refrescante,
até que de repente ouve-se um som de estouro,
o interruptor está pegando fogo.
A professora vê aquilo desesperada,
e olha para os alunos
em seguida olha pro ventilador que ranje,
e que está em alta velocidade.
O ventilador escapa do teto e percorre toda a sala
até atingir as pernas de Cristina, que estava acoada diante do quadro negro.
O desejo matinal de cristina foi realizado.
Ela agora não tem mais as pernas.
Essas, foram decepadas pelas lâminas do ventilador.
Não deseje o que não quer,
as Palavras têm PODER.

(Felipe Godoy)

Sangue seco

Julieta sempre na hora de acordar
viu um filete de luz entrando em sua janela
ela tinha a pele branca
usava um vestido longo de algodão
costurado a mão por ela mesma
passava seu café em um velho coador de pano
retalhos espalhados no chão e um corte no pulso
acordou numa manhã em um jardim
com folhas secas pela grama
como qualquer jardim de um conto de amor
mais ela estava sozinha sentia-se bem ali
até perceber que tinha um formigueiro
e as formigas subia por todo seu vestido
notava que durmirá por lá, levantou-se e foi caminhar
sentiu gotas pingando vindo de algum lugar
olhou para seu pulso e era seu velho corte
que voltava a sangar
sentiu-se fraca e o verde da grama estava vermelho
desmaiou
quando voltou de seu desmaio estava em seu quarto
não tinha saído de lá
e tudo parecia normal
mas seu pulso ainda estava aberto
com uma casca de sangue seco que cobria o corte
e não deixava o sangue escorrer
achou tudo muito estranho
levantou para passar seu café e nem se lembrava mais
do episódio que acabava acontecer.

(Gabriela Godoy)

3 de abril de 2008

Como um código



Somos únicos
somos diferentes e únicos.
Eu sou o único você é, nós somos,
até quem já morreu,
É como um código de barras
em uma de nossas mãos,
cada um tem o seu!


(texto e foto: Felipe Godoy)

2 de abril de 2008

O quase Assassinato



De longe posso ver um banco,
mas ele não está vazio, há um velho sentado lá.
O velho lê seu jornal semanal, e ao mesmo tempo,
pombos são alimentados com migalhas de pão,por uma menina saltitante,
voltando ao velhote, posso dizer que de onde o vejo ele parece ser um velho rabugento,
não tem um rosto agradável,muito menos simpático.
A menina que falei a pouco,
agora saltita na frente do velho,o deixando cada vez mais impaciente,
ela também começa a cantar, um musiuinha infantil bem chata.
Confesso que se fosse comigo eu já teria mandado ela calar a boca,
mas o velho não fez isso, a mãe da menina está por perto.
O velho vê a menina se aproximar da mãe.
Ele se dá por aliviado, ao ver a menina "infernal" se distanciar.

- Ufa. (Sota o velho)Porém, a menina volta pra perto do banco e dos pombos, e do velho.

- Culpa desses malditos pombos - Pensa com raiva o Velhinho.

A pobre menina começa novamente à cantarolar,dessa vez mais alto,
no meio dos pombos, diante do banco e do velho.
O velhinho, coitado do velhinho, não aguenta mais, isso não pode estar acontecendo.
O velho está tentando arrancar a lixeira que há do lado do banco,
ele usa toda a sua força, e após um tempo, está com a lixeira nas mãos,
a menina nem nota, o velho então mira a lixeira na cabeça da garotinha,
e manda com uma força inesperada.
A menina, claro, cai na hora,
e o velho se alivia, mas o desespero volta quando ele se dá conta de que
a menina sangra no chão.
O velho foge, a mãe da menina começa a chorar vendo a situação,
sacudindo a filha q acorda do desmaio, e diz q está tudo bem,
queixando - se apenas de uma dor de cabeça.
Assim acaba meu dim de tarde,vendo mãe e filha ensanguentada,
indo para casa.


Agora eu pergunto, e se a menina tvesse morrido?
Seria o velhinho, um assassino, e eu uma testemunha!



(Felipe Godoy)

1 de abril de 2008

Telefone Vermelho








A porta ranje,
o barulho mais parece o sofrimento de alguém
mas quem? não sei...
a porta enfim bate,
e a perede até treme com o baque
pela fechadura é possível ver
um telefone vermelho
que toca sem ninguém pra atender!

Há por aí,
gente que já perdeu muitos telefonemas
por medo,
apenas medo
nada além do medo
do que pode ser dito (neste caso) pela máquina vermelha!

(Felipe Godoy)

31 de março de 2008

Vulto no asfalto

Tarde da noite
na hora em que a porta bate
o vulto foge pro asfalto
dançava ao som do silêncio
de um quarteto em cordas mudas
mas na hora de ir embora o vulto não queria
o vulto tinha medo de sua sombra no asfalto
dançava pra se distrair
com seus sapatos novos
sapatiava até cansar
amanheçia e derrepente
um táxi para sobre ele
e ele some cantando pneu
as seis horas da manhã
para completar a sua rotina matinal.

(Gabriela Godoy)

Contando Travessas

Catarina se descobre vunerálvel
entra em um momento rotativo em sua cabeça
menlancólica e não para de pensar nas travessas
que se repete em aparecer
vendo passando em sua direção
catarina se desespera: mal respira e esperava passar
uma, duas, três
e a quarta travessa
se descubre com medo de tentar

acendia as velas pois achava que era o fim
ter medo de tentar? não se pudesse se máscarar

apagará as velas e tantava se concentrar
um suspiro a deixará lúcida.

(Gabriela Godoy)

Medo

Como fungos em uma gaveta
Júlio não sentia nada

ele era jovem
se aproximava
lentamente das pessoa

sempre o medo acompava Júlio
em quase todos os momentos
e o velho medo já era companheiro
medo de que oras?
apenas medo.
medo do que ele é?
medo do que ele seria?

alguém sabe o que julio é?
Júlio se pergunta
incansavélmente
o que ele seria?
pra que ele servia?

mais quem se importa com júlio?
todos!
todos quem?
todos!
mais quem seria todos?
se Júlio não tinha ninguém?

Ahhh Júlio achava
que não tinha ninguém
Júlio na multidão
o medo e crises
o apavorava e Júlio
não notava
que todos o notavam.

(Gabriela Godoy)