2 de abril de 2008

O quase Assassinato



De longe posso ver um banco,
mas ele não está vazio, há um velho sentado lá.
O velho lê seu jornal semanal, e ao mesmo tempo,
pombos são alimentados com migalhas de pão,por uma menina saltitante,
voltando ao velhote, posso dizer que de onde o vejo ele parece ser um velho rabugento,
não tem um rosto agradável,muito menos simpático.
A menina que falei a pouco,
agora saltita na frente do velho,o deixando cada vez mais impaciente,
ela também começa a cantar, um musiuinha infantil bem chata.
Confesso que se fosse comigo eu já teria mandado ela calar a boca,
mas o velho não fez isso, a mãe da menina está por perto.
O velho vê a menina se aproximar da mãe.
Ele se dá por aliviado, ao ver a menina "infernal" se distanciar.

- Ufa. (Sota o velho)Porém, a menina volta pra perto do banco e dos pombos, e do velho.

- Culpa desses malditos pombos - Pensa com raiva o Velhinho.

A pobre menina começa novamente à cantarolar,dessa vez mais alto,
no meio dos pombos, diante do banco e do velho.
O velhinho, coitado do velhinho, não aguenta mais, isso não pode estar acontecendo.
O velho está tentando arrancar a lixeira que há do lado do banco,
ele usa toda a sua força, e após um tempo, está com a lixeira nas mãos,
a menina nem nota, o velho então mira a lixeira na cabeça da garotinha,
e manda com uma força inesperada.
A menina, claro, cai na hora,
e o velho se alivia, mas o desespero volta quando ele se dá conta de que
a menina sangra no chão.
O velho foge, a mãe da menina começa a chorar vendo a situação,
sacudindo a filha q acorda do desmaio, e diz q está tudo bem,
queixando - se apenas de uma dor de cabeça.
Assim acaba meu dim de tarde,vendo mãe e filha ensanguentada,
indo para casa.


Agora eu pergunto, e se a menina tvesse morrido?
Seria o velhinho, um assassino, e eu uma testemunha!



(Felipe Godoy)

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