18 de junho de 2008

SENDO verdade



com medo ele está?
acoado? assustado? refém ?
talvez pensando em muitas das alegrias e tristezas
que já passou dentro de si por muitas vezes,
mergulhando no interior do teu prório eu,
sendo o calço da mesinha da sala,
sendo o papel rabiscado que foi embolado,
sendo os cacos de vidro do copo que não terá mais serventia,
sendo um felino filhote que cai de um muro e se perde da maternidade.
sendo aquele livro encostado que ninguém nunca leu,
simplesmente tem capa que não agrada,
mas então não é verdade aquela frase que diz:
" não julgue o livro pela capa " (?)
entretanto também é verdade que nem sempre
as verdades são seguidas de verdade.


(desenho e texto : Felipe Nogueira Godoy)

10 de junho de 2008

Dias parecidos

Me chamo Cecilia
ontem eu acordei as 6h da manhã como todos os dias tomei rápido meu café trocando de canal, vesti meu casaco e partir. Era um dia bem frio, daqueles igual os que eu gosto, era junho e já havia começado o inverno, mais como aqui onde eu morro o inverno nunca chega no tempo certo, ninguém se acostuma com essas mudanças doidas de tempo, e isso é uma droga, manhã frias e tardes quentes, a gente acaba saindo com três casacos, final do dia acaba tirando tudo, pendurando na cintura carregando na mão e até pedindo pra colocar na bolsa de algum conhecido que esteje fazendo o mesmo caminho que gente na volta.
Mas hoje resolvi fazer diferente acordei mais cedo e tomei meu café devagar, nem liguei a tv, só para sentir que o dia estava começando diferente, ao invés de pegar o metro eu esperei o ônibus, desci e me dediquei a andar um pouco mais, alongar o trajeto, fiquei na aula entediada, olhando no relógio todo tempo, tinha oras parecia que eu não fazia parte daquele lugar, eu tinha até ânimo para sair de casa e começar o dia, mais as vezes da vontade de gritar, e desistir de tudo, no trajeto do ônibus eu ia contando cada viaduto, cada passarela coisas repetidas e parecia não terminar,
no centro da cidade entei em uma loja que vendem livros, discos antigos e trouxe um livro pra mim, com as folhas amareladas, não conhecia o autor, mais o peguei pra tentar lê-lo, mais a droga da televisão ainda acaba comigo, mais prometo termina-lo aintes do inverno acabar.

(Gabriela Godoy)

30 de maio de 2008

Perdido por um Tempo.



Sabe quando você acha algo que perdeu à muito tempo?
Você olha pro que perdeu e pensa em todos aqueles
momentos que a tal coisa te faz lembrar.
Aquele um real perdido no bolso da calça.
Aquele papel com um telefone que você nem sabe de quem é,
porque não anotou nomes, só números.
Às vezes, é bom reencontrar o perdido.
Às vezes, é bom sentir de novo o que já passou.
Às vezes, é bom perder, pra depois achar,
às vezes, sempre é bom.

(Felipe Godoy)

23 de maio de 2008

O tombo de Alícia ( vergonha)



Ao tropeçar Alícia caiu
... teve sorte que ninguém viu
mas em meio ao tombo
teu cabelo à amorteceu
foi num instante que tudo isso sucedeu

Imaginem só se alguém a visse cair
ninguém ia segurar
e iriam todos começar a rir
ela então não teria onde se esconder
preferiria até morrer
só pra niguém a ver.

(Felipe Godoy)

14 de maio de 2008

A pré-ação de Bartô.



Bartolomeu,
conhecido como Batô,
é um monstro que não assusta muito.
Em um dia angustiante,
ele queria comer uma torta,
até comoeçou a sentir o cheiro da torta.
Ele percebeu que sentia o cheiro da torta porque
Ana tinha acabado de preparar uma torta,
e havia colocado-a na janela para que esfriasse.
A típica cena que faz uma pessoa simples virar ladra.
Foi o caso de Bartô, que comeu a torta sem pestanejar.
Quando Ana volou ficou desesperada
porque a torta que tinha feito com todo carinho para dar
de presente à Bartô, havia sumido.
Moral da Hisória,
não se precipite, tudo tem seu tempo.
Deixe a vida seguir teu curso, mas isso não quer dizer que deva
sempre fivar de braços cruzados.

(Felipe Godoy)

6 de maio de 2008

Pense 2 vezes!

Uma empresa joga produtos quimicos num rio
uma vaca com sede bebe dessa água
a vaca urina numa flor
e uma abelha tira polem dessa flor
a abelha produz o mel
e se transforma numa espécie a mais na terra.
Você quer que isso aconteça?
Eu não.
atos impensados,
se trnasformam em erros irreparáveis.
Tome cuidado com o que faz !

(texto e desenho: Felipe Godoy)

20 de abril de 2008

A infeliz segunda-feira de Cristina

Cristina acorda, numa segunda-feira, com as pernas dormentes
e pensa:
- Nossa se eu não tivesse pernas, eu não teria que ir hoje dar aulas.
Ela se levanta, se arruma, e vai para a escola.
Chega na sala de aula, o dia está quente,
um de seus alunos pede q ela ligue o ventilador.
A professora atende ao pedido sem exitar, pois o calor também a consumia,
no ato de ligar o ventilado, a professora leva um pequeno choque elétrico.
Vê também que os fios do interruptor estão desencapados
e numa fase precária.
O ventilador foi ligado.
A sala está ventilada.
Os alunos e Cristina, gozam do vento refrescante,
até que de repente ouve-se um som de estouro,
o interruptor está pegando fogo.
A professora vê aquilo desesperada,
e olha para os alunos
em seguida olha pro ventilador que ranje,
e que está em alta velocidade.
O ventilador escapa do teto e percorre toda a sala
até atingir as pernas de Cristina, que estava acoada diante do quadro negro.
O desejo matinal de cristina foi realizado.
Ela agora não tem mais as pernas.
Essas, foram decepadas pelas lâminas do ventilador.
Não deseje o que não quer,
as Palavras têm PODER.

(Felipe Godoy)

Sangue seco

Julieta sempre na hora de acordar
viu um filete de luz entrando em sua janela
ela tinha a pele branca
usava um vestido longo de algodão
costurado a mão por ela mesma
passava seu café em um velho coador de pano
retalhos espalhados no chão e um corte no pulso
acordou numa manhã em um jardim
com folhas secas pela grama
como qualquer jardim de um conto de amor
mais ela estava sozinha sentia-se bem ali
até perceber que tinha um formigueiro
e as formigas subia por todo seu vestido
notava que durmirá por lá, levantou-se e foi caminhar
sentiu gotas pingando vindo de algum lugar
olhou para seu pulso e era seu velho corte
que voltava a sangar
sentiu-se fraca e o verde da grama estava vermelho
desmaiou
quando voltou de seu desmaio estava em seu quarto
não tinha saído de lá
e tudo parecia normal
mas seu pulso ainda estava aberto
com uma casca de sangue seco que cobria o corte
e não deixava o sangue escorrer
achou tudo muito estranho
levantou para passar seu café e nem se lembrava mais
do episódio que acabava acontecer.

(Gabriela Godoy)