26 de junho de 2010

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A preguiça contempla
o silêncio dos impulsos
a inércia grita e você fica
com a sensação inérte istantânea. :x

texto e desenho: Gabriela Godoy
[tinta acrílica]

5 de junho de 2010


Bolhas sabem de muito nos dedos viram calos nos encomodam tanto nos sapatos algumas são teimosas não se transformam em calos de imediato demoram a ficar grossos e rudes ficam ali doendo, ardendo encomodando, sem muito propósito.

texto e desenho: Gabriela Godoy
[tinta acrilica aguada}

3 de junho de 2010

uma fotografia




uma fotografia pode falar
pode ser mais que pensar,

pode descartar a simetria
pode expressar a alegria

pode denunciar um sentimento
esconder cores num cinzento

pode lembrar o inlembrável
pode evitar o inevitável.

(Felipe Godoy)

9 de maio de 2010

Goles


Ansciedade depois de goles disfarçardos ela não passa viva, permanente aquele semblante inquieto pernas chaqualhando caneta na mão girando, na mesa vai mais um gole d'água charmoso os últimos e ela não vai.

texto e desenho: Gabriela Godoy
[tinta acrílica]

8 de maio de 2010

Fica o silêncio na estante o vazio sentado na poltrona o outro copo posto bebendo seu próprio líquido a porta no seu movimento único, estática e você sentada, aguardando que algo se movimente ao seu redor.

texto e desenho: Gabriela Godoy
[tinta acrílica]

6 de maio de 2010

Voando


Coloquei açucar no pão
passei manteiga no café
enquanto pensava em quantas
cartas eu queria te escrever
por vezes você me deixava
com a cabeça voando
terminei meu café
e bastava qualquer
lugar aonde eu estar
continuava, e continuava
voando com você.

(G.Godoy)

4 de maio de 2010

Tempo


Sabendo que estou crescendo
ou crecida quanto qualquer
outro adulto
esse tempo que me engole
eu ouvia uma senhora
dizer para um moço
vou sentar ao seu lado
se ficar com medo
a velhice pega mesmo
e veio à gargalhar
recenti por um
longíssimo segundo
ser aquele moço
ouvindo isso de uma
senhora tão debochada
a garganta secou
foi de gelar.

texto e desenho: Gabriela Godoy
[tinta acrílica]

no meio do vermelho.



no meio do vermelho
tudo se destaca,
se não, se mata,
o vermelho é o sangue
é o fundo, é o mangue,
no vermelho eu vejo,
se não vejo, só desejo
e lá dentro tem amarelo e magenta
o vermelho é pra quem aguenta
é pra quem fica quando esquenta.
eu agora caibo no vermelho
como o olho de um albino coelho.


(felipe Godoy)

2 de maio de 2010

Vergonha




Vergonha
ver fronha
vergonha
ver gente
ver mente
ver o que se sente
envergonhadamente
sem sequer dar passo a frente
vergonha
ver fronha
tentando fugir
e voltar a dormir
do que se sonha
da escandalosa
vergonha.

(ilustração e texto: felipe godoy)

28 de abril de 2010

lá vem o dia das Mães.



... É como eu sempre quis falar:
a mãe da gente, não tem data pra Amar!

(Felipe Godoy)