Bolhas sabem de muito nos dedos viram calos nos encomodam tanto nos sapatos algumas são teimosas não se transformam em calos de imediato demoram a ficar grossos e rudes ficam ali doendo, ardendo encomodando, sem muito propósito.
texto e desenho: Gabriela Godoy [tinta acrilica aguada}
Ansciedade depois de goles disfarçardos ela não passa viva, permanente aquele semblante inquieto pernas chaqualhando caneta na mão girando, na mesa vai mais um gole d'água charmoso os últimos e ela não vai.
texto e desenho: Gabriela Godoy [tinta acrílica]
8 de maio de 2010
Fica o silêncio na estante o vazio sentado na poltrona o outro copo posto bebendo seu próprio líquido a porta no seu movimento único, estática e você sentada, aguardando que algo se movimente ao seu redor.
Coloquei açucar no pão passei manteiga no café enquanto pensava em quantas cartas eu queria te escrever por vezes você me deixava com a cabeça voando terminei meu café e bastava qualquer lugar aonde eu estar continuava, e continuava voando com você.
Sabendo que estou crescendo ou crecida quanto qualquer outro adulto esse tempo que me engole eu ouvia uma senhora dizer para um moço vou sentar ao seu lado se ficar com medo a velhice pega mesmo e veio à gargalhar recenti por um longíssimo segundo ser aquele moço ouvindo isso de uma senhora tão debochada a garganta secou foi de gelar.
no meio do vermelho tudo se destaca, se não, se mata, o vermelho é o sangue é o fundo, é o mangue, no vermelho eu vejo, se não vejo, só desejo e lá dentro tem amarelo e magenta o vermelho é pra quem aguenta é pra quem fica quando esquenta. eu agora caibo no vermelho como o olho de um albino coelho.
Vergonha ver fronha vergonha ver gente ver mente ver o que se sente envergonhadamente sem sequer dar passo a frente vergonha ver fronha tentando fugir e voltar a dormir do que se sonha da escandalosa vergonha.