
Marco queria apenas cantar.
Queria que alguém o ouvisse e foi procurar.
Saiu de casa, pegando o violão e um chapéu.
Pegou também um cachicou velho de bolinhas brancas.
A rua era fria, e ninguém nesse horário saia.
Apenas durmia.
Marco começou à dedilhar algumas notas soltas que dedicava ao luar.
Marco lembrou da prisão e dos tempos em que morou na rua.
Ele nem percebeu que de um prédio perto de onde tocava, desceu uma moça que poderia ser sua filha ( se ele tivesse filhos e fosse casado). A jovem tinha cabelos curtos e pretos, como se fora cortado com ajuda de uma cuia, vestia uma camisola velha e um casaco vermelho por cima, que destava seu corpo pequeno.
Com o olhar voltado pro violão de Marco, ela pediu:
- Toque uma canção?
E Marco não exitou, e foi tocando, dedilhou uma música que nunca havia antes tocado, e era a música mais bionita que ouvia. Quando pensou em contar pra joven que a canção era muito bela, e não sabia de onde viera, cadê ela? A menina não estava mais alí.
marco então, voltou para casa.
Quando chegou a seu quarto, viu uma certa desorganização em seu guarda roupas
e em cima da cama estava um casaco vermelho.
o mesmo usado pela garota da rua, só que agora com um bilhete escrito:
- Aquela canção que tocaste hoje para mim, é sua!
Felipe Godoy







