Não tinha mais cara de casa
não tinha mais cara de romance
O lixo acumulava na sua calçada
já não tinha mais endereço o lugar aonde habitava
fidélia estanca o sangue
com a presença que já era longa de Abelardo
a olhar o seu desparafusar espontâneo das juntas
começava à atrofiar
fidélia clareava as roupas com as gotas salgadas
que escorria de seus olhos enquanto as lavava
com inúmeras facadas Abelardo à acertou
mas eram facas imaginárias que Fidélia
amargurou
úmido seus olhos sempre estavam
espaço vago, um vácuo tornou o seu vagar
resoluta e ao mesmo tempo sem respostas
com extrair do seu coração com a
ponta da faca Abelardo o arrancou
ninguém habitava mais aquele lugar
mais alguém saqueou um coração
e não se importou com a devolução
com uma grande Emenda
Fidélia quase enferrujou!
Texto e Desenho: Gabriela Godoy
13 de setembro de 2008
7 de setembro de 2008
O Menino Mórbido
2 de setembro de 2008
A mágica sem magia !

Uma vez eu encontrei um mágico,
eu particularmente gosto dos mágicos,
eles usam aquelas cartolas, sempre quiz ser um,
mas faltou-me habilidades,
Pois bem,
Eu passava por uma rua cheia e movimentada
e o ví, ele trajava roupas de Mágico,
por isso o reconheci,
logo o pedi pra que ele uma mágica pudesse fazer,
e assim me mostrar todo seu poder,
Ele pediu meu óculos rachado
eu o entreguei desconfiado,
Ele imediatamente o concertou
normalmente, sem usar o poder que contou,
Então me devolveu os óculos enquanto dizia:
- A mágica pode ser feita a qualquer hora,
mesmo sem o uso da magia!
(Felipe Godoy)
30 de agosto de 2008
A vila de clemente
Numa vila de sonhos
eu me contorço, me desperto, me desamarro
das amarraras que insistem em me amarrar
mas só eu sei solta-las
mas só eu sei o truque
dos nós que insistem em me prender
um palitó, bem cortado e bem costurado
eu me visto dentro dele e um chapéu para
acompanhar e fazer um belo par
me sinto verde, me sinto roxo
me sinto sem ar suficiente para poder respirar
meu olho grande se arregala
um sapato apertado me arranca os calos
mais os calos voltam a se ferir
com sorriso meia boca eu Clemente
me contento com este amargo sorrir
Numa vila de sonhos
eu me contorço, me desperto, me desamarro
das amarraras que insistem em me amarrar
mas só eu sei solta-las
mas só eu sei o truque
dos nós que insistem em me prender!
(Gabriela Godoy)
eu me contorço, me desperto, me desamarro
das amarraras que insistem em me amarrar
mas só eu sei solta-las
mas só eu sei o truque
dos nós que insistem em me prender
um palitó, bem cortado e bem costurado
eu me visto dentro dele e um chapéu para
acompanhar e fazer um belo par
me sinto verde, me sinto roxo
me sinto sem ar suficiente para poder respirar
meu olho grande se arregala
um sapato apertado me arranca os calos
mais os calos voltam a se ferir
com sorriso meia boca eu Clemente
me contento com este amargo sorrir
Numa vila de sonhos
eu me contorço, me desperto, me desamarro
das amarraras que insistem em me amarrar
mas só eu sei solta-las
mas só eu sei o truque
dos nós que insistem em me prender!
(Gabriela Godoy)
25 de agosto de 2008
O Caçador de Flores

E porque nunca nos contentamos?
Afrânio estava na lista dos descontentados com a vida,
ele Tinha uma coleção de flores,
as mais belas e estranhas flores,
mas queria mais,
e correu atrás.
Nas Suas andanças pelo mundo
muitas flores Afrânio encontrou,
mas apenas uma,
sua atenção chamou;
Ficava dentro de uma cúpula de vidro,
protegida do indevido;
Afrânio aquilo logo avistou,
imediatamente a cúpula
ele quebrou,
e o sereno cheiro que a flor exalou
matou Afrânio, O caçador!
(desenho e texto: Felipe Godoy)
16 de agosto de 2008
Astúcia

Insone titubeava algumas vezes
nas calçadas de suas ruas
não tinha medo do escuro
mesmo nos dias em quais a luz do poste não acendia
Augusto angustiava-se e a expressão do seu rosto
e de sua voz cansada não mentia
mas ele era um moço
com uma aparência desprezível
para uma cuca tão fresca
jovem ninguém à de achar pelo gasto de seu incessante pensar
Augusto um ambulante pensante
arrastava um livro e uma caneca
num pedaço de pano velho que era sua bolsa de viagem
seu pé calejado resistia horas de vontade
de chegar de Augusto em algum lugar
mais só o que encontraram numa das ruas escuras
aonde augusto costumava passar
era essa 3x4 que um antigo vizinho de Augusto conseguiu avistar!
(Gabriela Godoy)
Rebeca
Rebeca parava em instantes
em seu longo pensar
um flutuar de ver e sorrir
minutos Rebeca só tinha
o refletir das águas para se olhar
um mundo colorido
igualzinho seu vestido
porém ela não o via brilhar
ela queria ser ela
mais se não houvesse ela nesse mundo
não seria a mesma Rebeca aqui estar.
(Gabriela Godoy)
em seu longo pensar
um flutuar de ver e sorrir
minutos Rebeca só tinha
o refletir das águas para se olhar
um mundo colorido
igualzinho seu vestido
porém ela não o via brilhar
ela queria ser ela
mais se não houvesse ela nesse mundo
não seria a mesma Rebeca aqui estar.
(Gabriela Godoy)
9 de agosto de 2008
Medo dos Trouxas

Quem tira as expressões do teu rosto?
O medo?
o medo só me traz novas caras e bocas?
seriamos nós um bando de trouxas?
Mais fácil dizer que fazer,
isso vem do tempo dos avós,
é trouxa quem não vê...
Nada faz sentido
se você não procura o verdadeiro sentido
tudo começa a se formar quando há busca
quando estamos ainda no caminho.
eu não aprendi a arriscar,
preciso de ajuda ...
preciso aprender a cair pra levantar.
(Aquarela e texto: Felipe Godoy)
Manhã
5 de agosto de 2008
ABSinto Muito

Evenenada pelo que parecia ser
ela se encorajou a beber
aquilo que estava à mesa
não era mais que uma incerteza
era um veneno misturado em bebida
que lhe tiraria a vida
aquilo a fez suspirar
e toda sua vida fez passar
no ato de imaginar
que a dor que agora sentia
iria à matar...
morreu
mas morreu tentando
não morrendo apenas falando:
Eu sou capaz!
Ilustração e Texto: Felipe Godoy
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